terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Nota: Obina pára por 6 meses

Por Bruno "Mosquito"

Na coluna anterior eu disse que era quase certo que Obina jogasse a final. Eu havia recebido informações de que Obina tinha chegado segunda feira na Gávea sem muletas e bem otimista. Porém uma grave lesão no joelho o tira dos gramados por 6 meses. O jogador ainda terá de passar por operações.
Parece que Libertadores para Obina, já era (para alegria geral das outras torcidas! hehehe brincadeira).

Um substituto

Para o lugar de Obina, o Flamengo foi ao Rio Grande do Sul e contratou o atacante Léo Lima que estava no Grêmio (ex-Vasco e Santos). Ele assinou contrato até Julho deste ano. Ele estava afastado no Grêmio por indisciplina. Ele só deve estrear na Taça Rio. É uma boa contratação do Flamengo. Não é tão bom quanto o Obina, mas sabe fazer gols e é habilidoso. E dos tempos de Vasco, tem bom entrosamento com Souza.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Mais uma vez: Flamengo vence Vasco.

Por Bruno "Mosquito"


Flamengo 1 x 1 Vasco (3 x 1 nos Penaltys) - 25/02/07 - Maracanã

Foi um jogo muito chato. Ganhou muita emoção logo no começo, afinal, Obina marcou o 1 a 0 do Flamengo logo no primeiro minuto de jogo. Mas nem comemorou. No lance, ele torceu o joelho e saiu de campo contundido (calma torcida rubro-negra, parece que o Eto'o brasileiro joga). O jogo seguiu até com uma certa emoção até os 30 minutos de primeiro tempo, quando Marcelinho empatou para o Vasco.
mas o segundo tempo foi de jogar no lixo! Jogo chato demais! Sabe aquele tipo de jogo que não sai daquele "amarrado" e você pede pelo amor de Deus pra acabar? Então, o segundo tempo foi isso. Apenas com uma chance do gol do Flamengo nos ultimos minutos.
Como terminou empatado, nós já sabemos que tudo tem uma consequência. DISPUTA DE PENALTYS!!!

Leandro Amaral cobrou o primeiro penalty pro Vasco com muita categoria e muita calma e marcou.
Renato fuzilou no travessão, a chance de empatar a série para o Flamengo.
Dudar errou e deixou escapar a chance de colocar o Vasco na frente, quando Bruno defendeu.
Léo Moura acertou seu penalty.
Amaral colocaria o Vasco a frente, se não mirasse a bola na bandeirinha de escanteio. Para fora!
Renato Augusto tem 19 anos e já mostrou que sabe bater penalty com inteligencia.
Diego do Vasco foi estranho pra bola, meio de lado, e Bruno defendeu (as contas...3º que o Vasco perde!!!)
Era a vez de Souza bater. Ele que havia sido contratado para ser a esperança de gols Rubro-Negra, tinha a torcida já impaciente com seus gols perdidos. No entanto, a tarefa dele foi cumprida. Bateu, acertou, fez o gesto de "acabou" e foi comemorar com a torcida!

Agora é a final da Taça Guanabara: Flamengo x Madureira em 2 jogos.

Mas fica a pergunta: O que acontece com o Vasco quando enfrenta o Flamengo?

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Jogos de carnaval, e meu alvinegro "sambou".

Por Bruno "Mosquito"

Vasco 4 x 4 Fluminense - 17/02/07 - Maracanã

Um jogaço! Emocionante do início até o fim!
O Fluminense jogou melhor o primeiro tempo, tanto que saiu ganhando por 2 a 1. Soares e Cícero fizeram pro Flu e o bom jogador Leandro Amaral fez o do Vasco. O segundo tempo foi festa de gols! Logo de cara Soares fez 3 a 1 pro Fluminense. 5 minutos percorridos no cronômetro, o Vasco diminuiu novamente com Leandro Amaral (esse cara é bom de fazer gol hein?). Mais uns 15 minutos e o Flu fez 4 a 2 no Vasco da Gama. Aos 20 e poucos Romário entrou, pegou na bola 1 vez e mais nada. Aos 27 Diego mete uma bola certeira no ângulo, 4 a 3. E num pênalty duvidoso (ao meu ver não foi pênalty), Leandro Amaral bateu e empatou em 4 a 4. Porque será que o Romário não bateu o pênalty? Seria mais um passo pra chegar aos 1000.

Faltam 10 gols para Romário chegar aos 1000 gols

Boavista 3 x 2 Botafogo - 17/02/07 - Eucy Rezende

Como disse o jornalista Sérgio Augusto nos bastidores de uma entrevista: "Superstição? Não tenho. Mas em se tratando do Botafogo eu sempre acho que vai dar merda"

O Botafogo precisava de uma vitória simples contra o Boavista, e veio com o time titular. Começou vencendo, deixou empatar, mas foi pro intervalo com 2 a 1 na conta. E aí? O time apagou levou o 3 a 2 e saiu de campo eliminado. É! Não é que deu merda?

Madureira 4 x 1 Flamengo - 17/02/07 - Moça Bonita

Jogo disputado em Moça Bonita e o Madureira sapecou o Flamengo por 4 a 1 (não disse que o Madureira arrancou um empate do meu Botafogo por méritos próprios?). Seria este o 8º absurdo da altitude em que o Flamengo jogou na quarta feira? De qualquer forma, registremos:
Absurdo nº8 - Além da altitude fazer um time mal-acostumado, jogar mal, ainda o faz levar de 4 a 1 do Madureira.

Semi-finais:
América x Madureira
FLAMENGO x VASCO

VOLTA POR CIMA:

Hoje, Ronaldo enfim estreou como titular no time do Milan. E foi uma estréia de gala. O time milanês ganhou do Siena por 4 a 3 fora de casa com 2 gols de Fenômeno, que ainda deu passe para Ricardo Oliveira fazer o dele. Ambrosini completa os gols do rubro-negro de Milão. Seria isso a volta por cima do nosso Fenômeno?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Um empate de tirar o fôlego e de "alto" nível.

Por Bruno "Mosquito"

Real Potosí 2 x 2 Flamengo - 14/02/07 - Estádio Mario Mercado Vaca Guzmán

Jogo disputado em Potosí na Bolívia, a uma altitude de 4.000 metros. O Flamengo sente, é claro, no início, o desgaste que sofreria com o jogo e também a diferença do peso na bola quando o ar não existe. Por isso as únicas chances que o Flamengo tem no primeiro tempo, são chutadas pra arquibancada, pois na altitude a bola é mais leve.

Quem não tem nada a ver com isso é o Real Potosí, que acostumado com a altitude, joga melhor e ameaça mais o time Rubro-Negro. Eles não têm, é claro, problema com o peso da bola. A redonda cai onde eles querem. E aos 12 minutos, Edu Monteiro, com categoria passa entre Moisés e Thiago e toca na saída de Bruno. Incrédulo? Mas foi o que aconteceu. 1 a 0 para o Real Potosí.

O Flamengo tenta ameaçar um pouco mais, mas tropeça nas próprias pernas, além dos problemas da altitude, que como o nome já diz, são problemas.

Aos 43 minutos, após cruzamento que passa por toda a zaga Rubro-Negra, Aguilera toca pro gol. É, tá achando que é brincadeira de criança jogar na altitude? 2 a 0 Real Potosí! No gol fica a dúvida se na metade do trajeto da bola, Peña tocou ou não com a cabeça na bola. Se tocou, Aguilera estava impedido. Eu acho que foi ângulo de câmera que deu a impressão do toque, mas fica sempre a dúvida.

Flamengo mexe no intervalo, Roni entra pra sair Juan. O Flamengo assim ganharia mais poder ofensivo (antes só Obina estava no ataque). Se foi por isso eu não sei, mas com 3 minutos, Renato cobra falta cruzada e Roni de cabeça diminui para os Rubro-Negros.

O Flamengo ganha um certo domínio da partida e passa a atacar um pouco mais. Aos 21 minutos, falta para o Flamengo na frente da área que Juninho cobra e Obina, em impedimento, faz de cabeça e empata, mas o bandeira não viu. 2 a 2 é o marcador da vez. O Flamengo enfim chega ao empate.

Logo depois do empate Rubro-Negro, vem o show de gols perdidos por parte do Real Potosí. Edu Monteiro cabeceia pra fora sem goleiro, Peña manda pra linha de fundo cara a cara com Bruno, etc.

Aí começam os 7 absurdos da chamada "altitude".

1- Renato Augusto desmaia.
2- Jogadores do Flamengo têm que ir à beira do gramado para tomar oxigênio.
3- Goleiro Bruno desmaia em sua área.
4- O juiz não permite que o oxigênio seja levado à campo e Bruno tem que se recuperar sozinho.
5- Renato Augusto desmaia de novo.
6- Obina sai com dor de cabeça.
7- Renato Augusto consegue dar um pique, mas quando pára para driblar, cadê o fôlego?

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Jogão para Joãozinho e vagas indefinidas.

Por Bruno "Mosquito"

Botafogo 3 x 3 Flamengo - 11/02/07 - Maracanã

Os times entraram em campo com uma faixa escrito "Chega! Queremos Paz". Em ambas as torcidas via-se cartazes e mais faixas com mensagens tais como "João, o Rio chora por você", "Justiça e paz. Diga não à violência", etc.

Antes da bola rolar, foi respeitado um minuto de silêncio. A homenagem foi feita ao menino João Hélio de 6 anos, que morreu na última sexta-feira. Sua familia foi rendida e teve o carro roubado por 3 "monstros". Ao tentar sair do carro, João ficou preso no cinto de segurança e foi arrastado por 7 km. Durante o minuto de silêncio, a torcida batia palmas e gritava "Joãozinho" e após o minuto, gritos de "JUSTIÇA!" ecoaram pelas arquibancadas do Maracanã.

Já com o pensamento de volta ao campo, as torcidas esperavam um jogo emocionante. E nem precisava esperar porque logo no primeiro minuto de jogo, Dodô acertou um chute forte de fora da área obrigando Bruno a fazer bonita defesa. Aos 2, Dodô sofreu penalty não marcado.
O Fogão começou bem, porém, Diguinho estava muito nervoso e Iran não defendia. O Flamengo começou a pressionar (imaginem como eu ficava a cada ataque do Flamengo?). Aos 21 minutos, cruzamento pela esquerda e Obina, SOZINHO (vale ressaltar novamente, ele estava SOZINHO), toca para marcar 1 a 0 pro Flamengo. Estaria o Botafogo se encaminhando para mais uma derrota para o Flamengo? Não era possível que eles tivessem feito 1 a 0.

Antes dos 30 minutos, Cuca, que viu que o caldo tava meio ruim, tirou iran e colocou Ricardinho na lateral. O Botafogo melhorou bastante em termos de movimentação, e no fim do primeiro tempo, Jorge Henrique empatou o jogo! 1 a 1 (DÁ-LHE MEU FOGÃO). E logo depois intervalo para acalmar os ânimos (eu no radinho né? Já estava quase tendo um infarto!).

Volta para o segundo tempo, o meu Fogão começa com tudo e logo aos 2 minutos penalty em Jorge Henrique. A torcida do Flamengo reclamou que o penalty foi fora da área. Foi realmente duvidoso, mas o pé atingido de Jorge Henrique estava dentro da área. Penalty que Dodô acertou e virou o jogo pro Botafogo (É disso que eu estava falando!!!).

O jogo continuou meu truncado, chances para ambos os lados. Botafogo atacava muito e esbarrava nas defesas de Bruno. Já o Flamengo, esbarrava nos erros de seus atacantes.
Juninho entrou e de um pouco mais de "maleabilidade" ao meio flamenguista. Ele cobrou escanteio aos 31, que Ronaldo Angelim de peixinho empatar o jogo. Logo depois Juan, que ao invés de acreditar na alegria do Flamengo em ter acabado de empatar, faz falta dura e é expulso! Mengo com 10 em campo.

Aos 36 minutos, após bom aatque do Botafogo, Joílson arrematou de fora da área e acertou o ângulo do goleiro Bruno. Fogão fazia o 3 a 2 (BOA SHOWILSON! MESTRILSON! AH SEI LÁ!).
Porém, logo depois, Bruno chutou para o ataque, a bola sobra para Roni, que LIVRE (lembram que o Obina estava SOZINHO? Agora é o Roni que estava LIVRE!), tocou na saída de Max e empatou para 3 a 3 ("É, hoje não é dia!", pensei eu).

Último lance do jogo, Fogão desesperado. Partiu num contra ataque. Cruzemento de Joílson, a bola passa por toda a área e Zé Roberto, de cabeça, faz a alegria da galera alvinegra!!! Só que a mesma galera alvinegra não contava que no meio do cruzamento, André Lima, que havia pulado para tentar a cabeçada, meteu a mão na bola. A bola nem mudou o trajeto, ia de qualquer maneira pra cabeça do Zé ("Imbecil, porque você foi resolver jogar volêi!!!", eu e meus pensamentos).

Acho que o resultado acabou sendo justo, pelo que as duas equipes apresentaram. Foi um jogo muito bom, muito corrido. Um jogo digno de homenagem. É pra você Joãozinho.

Vasco 6 x 1 Volta Redonda - 11/02/07 - São Januário

Bom, claro que eu só vou falar desse jogo pelo Romário. Que entrou aos 20 minutos do segundo tempo com um jogo já definido em 3 a 0, pegou 17 segundos na bola e fez 3 gols. Destaque também para Leandro Amaral, que fez 2 gols, deu passe pros de Romário e mostrou bastante movimentação.

1000º gol do Romário: só faltam 10.


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Retrô que faz moda

por Bruno "Mosquito"

O "carro-chefe" do lucro dos times de futebol hoje em dia, além é claro da venda de ingressos do jogo, cotas de TV e patrocinadores, é a venda de camisas. Todas elas com as marcas Nike, Puma, Adidas, Reebok, Kappa, Umbro, Penalty, Topper, etc. E todas elas hoje em dia (pelo menos a maioria delas) ostentam o nome e/ou a logomarca do patrocinador do clube. O design e os patrocinadores, de certa forma descaracterizam as camisas. O Flamengo tem verde na camisa, o Botafogo tem laranja, o Corinthians tem azul, etc.

Porém uma nova moda vem se instalando nos torcedores. Tratam-se das Camisas Retrôs, réplicas exatas da camisa do clube, na época em que era formado por grandes jogadores, enfim, na sua era de ouro. Muitas marcas esportivas fazem isso já. Por exemplo, a Nike fez recentemente em 2006 uma coleção comemorativa dos 25 anos do mundial do Flamengo em 1981, uma réplica exata com o 10 do Zico nas costas. A Kappa lança pelo Botafogo anualmente, réplicas comemorativas. Na época do centenário em agosto de 2004, foram 3 de uma vez. A camisa de botões de 1907 (ano do primeiro título do Botafogo), a com cadarço na gola de 1913 (ano em que o Botafogo inaugurou General Severiano) e uma de 1962 homenageando o craque Nilton Santos, considerado o maior lateral de todos os tempos, com o 6 e o nome do jogador em dourado às costas. Em 2005 quando fez 101 anos, o Botafogo lançou a camisa branca número 11 de Paulo César Caju. Em 2006 no Feijão do Fogão, Lançou a camisa de 1970 com o 7 nas costas homenageando Jairzinho, o furacão da Copa de 70. A Reebok lançou a de 1948 do Vasco do Ademir Menezes e depois a 10 de 78 de Roberto Dinamite. Além disso a Reebok fez a 10 do Raí do São Paulo de 92/93 que foi bi-mundial, e a 5 de Don Elias Figueroa do Internacional.

Mas não são só as grandes marcas esportivas que reproduzem camisas antigas dos times. Empresas especializadas nisso também fazem. Acha-se em lojas e também na Internet (No Site Mercado Livre) réplicas como o Brasil de 1914 (a primeira seleção brasileira), Brasil de 70 de Pelé e cia, União Soviética de 1962 de goleiro (Yashin) e de jogador com as letras CCCP, Itália de 1982 de Paolo Rossi, Holanda de 1974 de Cruyff, Uruguay de 1950 de Gigghia, Schiaffino e Obdulio (sim aquela que nos venceu em 50 no Maracanã), Hungria de 1954 de Puskas e Kocsis, Alemanha de Beckenbauer, etc. Mas não é só seleções que fizeram sucesso que ganharam camisas. Há também times que fizeram sucesso. Flamengo, Cruzeiro, Botafogo, Vasco, Fluminense, Corinthians, Palmeiras, etc, também ganharam versões camisas dessas empresas especializadas.
E sucesso também não é significado de história. Acha-se também réplicas exatas de seleções folclóricas como a do Zaire de 1974, da Alemanha Oriental que conseguiu vencer sua prima rica a Alemanha Ocidental por 1 a 0 com gol de Sparwasser, São Cristóvão, time carioca campeão de 1926 do Carioca, entre outros.

O sucesso foi aderido nas arquibancadas, peladas de fim de semana e até mesmo na noite. Isso mesmo, não é só pelo futebol, é pela moda mesmo. Um cara até que não goste de futebol, mas achou a camisa do Zaire bonita e sabe que é uma camisa "cult", ele veste a camisa, coloca uma calça jeans e pronto. Está preparado pra enfrentar mais uma noite de festas ou uma tarde com a namorada.

Acho muito legal essa moda. Eu mesmo já tenho algumas. tenho da União Soviética de 1982, do Botafogo de 1913 (que eu citei acima), da Alemanha Oriental, da Holanda do Cruyff, do Brasil de 1970 do Pelé e do Brasil de 1914 (aquela branca utilizada em amistoso contra a França no centenário da FIFA).

Noite vermelha no Maracanã

por Bruno "Mosquito"

Vasco 1 x 2 América - 07/02/07 - Maracanã

Em 1937, as duas ligas do Rio de Janeiro se unificaram. Vasco e América foram importantes nesta fusão, tanto que o jogo de estréia do campeonato com as ligas já fundidas, foi Vasco e América, conhecido como o clássico da paz. Ontem este clássico completou meros 70 anos.

A principal atração do jogo, teoricamente, viria do Banco do Vasco da Gama. Era Romário que estava de volta com o 11 nas costas e o 13 na manga (número de gols que faltam para ele chegar aos 1000 gols), mas ele só entraria em campo no segundo tempo. E como quem está fora não é atração, Júnior Baiano tratou de pegar a condição de atração fazendo em cabeçada aos 5 minutos após escanteio, 1 a 0 para o América (SANGUE!!!). Quem diria que o Vasco levaria um gol do América antes dos 10 minutos e ainda por cima do Júnior Baiano? Tá impressionado? Chocado? Isso não é nada, porque aos 12 do primeiro tempo, André Gomes chutou forte para fazer América 2 a 0! América? 2 a 0? No Vasco? No Maracanã? É! Isso mesmo! Você leu certo.

Renato Gaúcho inseguro como sempre, queimou aos 15 sua primeira substituição. Yves saiu pra entrar o Abedi no lugar. Não mudou nada. O Vasco teve poucas oportunidades no 1º tempo, e o América teve maior volume de jogo. Quando o juiz levantava o braço para terminar o primeiro tempo, Conca torce o joelho de Júnior Baiano por trás, nem visou a bola. O juiz não viu, mas Conca merecia ser expulso.

No segundo tempo o Vasco entrou um pouco melhor, mas o América ainda tinha maior posse de bola e chegava mais ao ataque. E ficando já de cabeça quente, Ygor do Vasco fez falta dura logo aos 4 minutos e foi expulso pelo segundo cartão amarelo. prova de que o Vasco já havia começado nervoso o segundo tempo. Aos 13 minutos "o cara" entrou. Ele, Romário ostentando a camisa 11 que por tanto tempo ele usou. Sim ele entrou e não fez nada no jogo. Com o Vasco com menos 1, era o mesmo que jogar com 9. Ele não se movimentou, não chamou o jogo pra si como costuma fazer, enfim, precisa entrar em forma. Enfim o Vasco teve uma boa chance com Morais aos 23 que chutou de fora da área e o goleiro Eduardo espalmou na trave.

Para desencantar um pouco a pressão vascaína, aos 28, Leandro Amaral cruzou e André Dias diminuiu para o Vasco.
Um tempo depois num ato de desespero, Morais se jogou na área tentando cavar um pênalty. O juiz marcou simulação e cartão amarelo pro vascaíno que, revoltado, deu uma "meia-cabeçada" no juiz que o expulsou, o Vasco estava agora com 9 (8 se vc descontar o Romário).
O América continuou com a bola, segurou o 2 a 1 e depois de 21 anos o América venceu o Vasco.
Romário em Branco! Continua o 13 na camisa dele.

2 cartões vermelhos e vitória do América. Foi ou não foi uma noite vermelha?

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Romário e seus 1000 gols.

por Bruno "Mosquito"

Romário como todos sabem, é um exímio jogador. Um atacante matador. Aquele que nem que seja ficando em cima da linha do gol, acaba deixando o seu. Em 1994 ele nos deu o Tetracampeonato Mundial, após fazer 5 gols na Copa dos EUA (contra Camarões, Rússia, Suécia (2x) e Holanda, deixando apenas de marcar contra EUA e Itália). Passou por Vasco, Flamengo, Fluminense, PSV, Barcelona entre outros grandes clubes do Brasil e do mundo.

Romário é também detentor das frases mais marcantes e polêmicas do futebol.
Dentre as frases podemos citar:
"Quando eu nasci, Papai do Céu apontou pra mim e disse: Esse é o cara!"
"Eu nasci pra fazer gol, eu sempre soube fazer gol e é isso que faço"
"O Pelé calado é um poeta. claro que ele foi o maior do mundo, mas coloca um sapato na boca dele"

Em 2005, aos 40 anos de idade (39 e 11 meses, o mesmo que 40) foi de forma brilhante o artilheiro do Campeonato Brasileiro com 21 gols. E hoje em dia ser artilheiro de um campeonato longo é muito difícil. Com 40 anos, mas difícil ainda. É fato que o Romário é um dos maiores jogadores da história.

Recentemente (metade de 2006 para cá), Romário não tem outro objetivo na mente a não ser chegar aos 1000 gols. Muita gente o apóia. E muita gente acha que ele chegará aos 1000 com mais méritos do que Pelé, com o argumento de que a marcação na época de Pelé era leve.

Mas desde que Romário passou a ter este objetivo, tem disputado ligas de baixo nível técnico, como a Liga dos EUA, jogando pelo Miami FC e a Liga Australiana, jogando pelo Adelaide United.
A questão seria se Romário precisava se submeter a tal "vergonha" para chegar aos mil gols.

Enfim, hoje América e Vasco jogam. Com uma manobra de bastidores, o Vasco conseguiu a liberação da FIFA para que o Baixinho jogasse no time. Aliás hoje ele já estará à disposição de Renato Gaúcho no banco de reservas. Faltando 13 gols, Romário pode hoje diminuir sua caminhada ao topo dos 1000 gols.

Não acho válido jogar em liga de Cangurus, em todo caso, Boa Sorte, Romário.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

O verdinho guerreiro

por Bruno "Mosquito"

Flamengo 1 x 0 Boavista - 04/02/07 - Maracanã


É de se enaltecer a garra com que vem jogando o Boavista. Após arrancar empates com Americano em Campos e Madureira (o melhor time dos chamados "pequenos"), o Boavista quase que heróicamente susteve a pressão flamenguista ontem no Maracanã até os 31 minutos do segundo tempo.
No primeiro tempo vimos um jogo bastante equilibrado, o Flamengo perdendo oportunidades, o Boavista se defendendo como podia. Uma cena que chamou bastante atenção, foi o jamaicano Sean Fraser do Boavista que pegou uma bola com efeito que passou muito perto do ângulo de Bruno.
No segundo tempo o Flamengo melhorou. Ney Franco tirou Juninho e colocou Roni recuando para o meio o camisa 7 Renato Augusto que deu mais movimentação e organização ao meio Rubro-negro.
O Rubro-negro perdia inúmeras oportunidades fáceis de gol e outras em que o goleiro Erivelton do Boavista destacou-se. Após muita pressão, Leonardo Moura cruza para Souza que de cabeça encobre o goleiro. Souza estava impedido no lance, porém de imensa rapidez, dificultou para o bandeirinha, o que justifica sua falha.
O Flamengo recuou um pouco logo após o gol e o jogo ficou morno. O Boavista, como eu já havia dito, susteve a pressão Rubro-Negra até os 31 do segundo tempo em um gol impedido, e quem sabe se a bola aos 46 minutos do Boavista em que o atacante tocou na saída de Bruno e a bola passou "tirando tinta" da trave, tivesse entrado, não saísse a primeira Zebraça do Carioca 2007.
O Boavista foi guerreiro sim! Jogou mal, esteve perto de levar uma goleada, mas jogou com amor ao futebol.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Parabéns Lúcio Flávio

Fogão vence Americano.

por Bruno "Mosquito"


Botafogo 3 x 0 Americano - 03/02/07 - Maracanã

Foi um jogo em que o Fogão pressionou desde o início o time do Americano de Campos. Tanto que logo aos 9 minutos, Diguinho, após passe de Joílson marcou o 1 a 0 do Botafogo (VIVA!). Diguinho vinha tento más atuações. Esforçado porém violento e desajeitado. Hoje continou esforçado, mas fez gol. O Fogão continuou pressionando o alvinegro de Campos. Jéferson, goleiro do Americano porém, estava defendendo bolas boas até. Estava muito bem, destaque do Americano no jogo. Aos 25 minutos. O Diguinho fez uma jogadinha esperta com Dodô e tocou para Joílson que arrematou, a bola desviou na zaga e morreu no 2 a 0 pro Botafogo (Isso aí, meu Fogão!). Um jogador do Botafogo destacava-se muito pelas jogadas e pelas assistências que dava e também pela semelhança com Romário, era Jorge Henrique que jogou muito bem! Antes do fim do primeiro tempo, o Americano ainda obteve 2 inexpressivas oportunidades. No início do segundo tempo, o Botafogo esteve sonolento, tanto que o destaque até então era Max. Mas também quando meu Fogão acordou, Dodô foi lá e marcou o dele (olha o camisa 7 de novo aí). A torcida alvinegra começou então a entoar o canto: "Oh urubu, pode esperar, que a sua hora vai chegar", referindo-se ao clássico de domingo que vem contra o Flamengo. Porém uma negação no jogo foi o lateral Iran. Ele já havia jogado mal nas duas primeiras partidas, e neste jogo especificamente ele esteve com um mal do jogador brasileiro que chama-se "medo de errar", o que só conduz ao erro. Porém pouco antes de ser substituído, bateu uma falta que passou perto do canto esquerdo do goleiro Jéferson. Ricardinho com a 17 entrou em seu lugar. Ricardinho estava 7 meses parado por causa de uma lesão. Logo depois, atendendo aos pedidos da torcida de "Ah, é Lúcio Flávio", Cuca colocou o aniversariante do dia Lúcio Flávio (fez 28) no lugar de Diguinho. Coisa que melhorou e bastante o toque de bola do meio de campo. Jorge Henrique continuava jogando bem, porém saiu machucado para a entrada do lateral Flávio. Ricardinho apesar de 7 meses parado, tocou muito bem a bola, arriscou chutes a gol e mostrou fome de bola! O cara pode surpreender muita gente! Gostei muito da atuação dele. Lúcio Flávio deu um novo ânimo ao meio de campo. E o jogo ficou por aí. 3 a 0.
O Fogão enfim, venceu e convenceu! Se entrosar, dará trabalho.

Destaques positivos do jogo:
-Dodô que tem alma de matador.
-Jorge Henrique que correu o tempo todo e deu passes muito bons.
-Leandro Guerreiro um incansável na defesa, lutador ao extremo ao lado de Túlio.
-Lúcio Flávio como sempre aprimorando o toque de bola.
-Ricardinho que mostrou vontade após 7 meses parado.
-Max que foi paredão quando exigido.

Destaques negativos:
-Iran, errou tudo que tentou pelo "medo de errar"
-Zé Roberto, esse é aquele mesmo que foi eleito melhor meia do Brasileirão 2006? Entrou em campo hoje?

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

A mística da camisa 7.

A camisa que mais uma vez decidiu.

por Bruno "Mosquito"

Cabofriense 0 x 1 Botafogo - 31/01/07 - Alair Correia

Foi um bom jogo, bastante movimentado. O Botafogo dominou boa parte do primeiro tempo. Juninho chutou um balaço na trave. Após confusão na área, Zé Roberto vê a bola, o gol e o goleiro que heróicamente se joga a seus pés e defende seu chute. Diguinho pára muitas jogadas com falta, um verdadeiro lutador de Jiu-Jitsu. No fim do primeiro tempo a Cabofriense teve 2 chances.
No intervalo, Cuca descarta Diguinho e coloca Lúcio Flávio para melhorar o toque de bola do meio de campo. A mexida dá certo, Lúcio Flávio é um líder em campo e comanda o meio alvinegro. Sabe onde, como, e pra quem tocar a bola. Zé Roberto melhora sua movimentação e, com alguns dribles, deixa pra trás vários zagueiros, porém suas finalizações insistem em bater na defesa da "Cabofolia". Cuca mexe novamente, saca Luis Mário e coloca Jorge Henrique para aumentar a velocidade do ataque.
Aos 23 minutos, Jorge Henrique com velocidade, dribla um, dois, três e por fim toca para Dodô. Ele ajeita a bola e chuta no cantinho do goleiro Flávio. GOL DO FOGÃO! Dodô, como um louco, comemora o seu 57º gol com a camisa alvinegra. Logo depois, Juca entra na vaga de Iran. Em cruzamento, Lúcio Flávio pega estranho na bola que faz uma folha seca e, se não fosse o goleiro Flávio, era um golaço!
Aos 39 minutos veio a tal "polêmica". Falta cobrada para a Cabofriense, Max sobe reto para apenas pegar a bola. O zagueiro Cláberson pula pra trás e tromba com Max que solta a bola que sobra para Roberto empatar. O juiz valida o gol, porém anula logo após. Corretamente por sinal. Percebe-se que Cléberson dá uma olha para trás vê Max subindo. Ele então salta para trás em cima do goleiro alvinegro. Além disso, Cléberson levanta a perna por trás para atingir Max. Ao meu ver, gol muito bem anulado. Afinal, dois corpos não ocupam o mesmo espaço, é física.
Após grande confusão, o próprio Cléberson perde a cabeça e pontapeia Juca, logo, cartão vermelho para ele.
E fim de jogo. A camisa 7 do Botafogo mais uma vez decidiu o jogo, e mais uma vez, Dodô.