quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Retrô que faz moda

por Bruno "Mosquito"

O "carro-chefe" do lucro dos times de futebol hoje em dia, além é claro da venda de ingressos do jogo, cotas de TV e patrocinadores, é a venda de camisas. Todas elas com as marcas Nike, Puma, Adidas, Reebok, Kappa, Umbro, Penalty, Topper, etc. E todas elas hoje em dia (pelo menos a maioria delas) ostentam o nome e/ou a logomarca do patrocinador do clube. O design e os patrocinadores, de certa forma descaracterizam as camisas. O Flamengo tem verde na camisa, o Botafogo tem laranja, o Corinthians tem azul, etc.

Porém uma nova moda vem se instalando nos torcedores. Tratam-se das Camisas Retrôs, réplicas exatas da camisa do clube, na época em que era formado por grandes jogadores, enfim, na sua era de ouro. Muitas marcas esportivas fazem isso já. Por exemplo, a Nike fez recentemente em 2006 uma coleção comemorativa dos 25 anos do mundial do Flamengo em 1981, uma réplica exata com o 10 do Zico nas costas. A Kappa lança pelo Botafogo anualmente, réplicas comemorativas. Na época do centenário em agosto de 2004, foram 3 de uma vez. A camisa de botões de 1907 (ano do primeiro título do Botafogo), a com cadarço na gola de 1913 (ano em que o Botafogo inaugurou General Severiano) e uma de 1962 homenageando o craque Nilton Santos, considerado o maior lateral de todos os tempos, com o 6 e o nome do jogador em dourado às costas. Em 2005 quando fez 101 anos, o Botafogo lançou a camisa branca número 11 de Paulo César Caju. Em 2006 no Feijão do Fogão, Lançou a camisa de 1970 com o 7 nas costas homenageando Jairzinho, o furacão da Copa de 70. A Reebok lançou a de 1948 do Vasco do Ademir Menezes e depois a 10 de 78 de Roberto Dinamite. Além disso a Reebok fez a 10 do Raí do São Paulo de 92/93 que foi bi-mundial, e a 5 de Don Elias Figueroa do Internacional.

Mas não são só as grandes marcas esportivas que reproduzem camisas antigas dos times. Empresas especializadas nisso também fazem. Acha-se em lojas e também na Internet (No Site Mercado Livre) réplicas como o Brasil de 1914 (a primeira seleção brasileira), Brasil de 70 de Pelé e cia, União Soviética de 1962 de goleiro (Yashin) e de jogador com as letras CCCP, Itália de 1982 de Paolo Rossi, Holanda de 1974 de Cruyff, Uruguay de 1950 de Gigghia, Schiaffino e Obdulio (sim aquela que nos venceu em 50 no Maracanã), Hungria de 1954 de Puskas e Kocsis, Alemanha de Beckenbauer, etc. Mas não é só seleções que fizeram sucesso que ganharam camisas. Há também times que fizeram sucesso. Flamengo, Cruzeiro, Botafogo, Vasco, Fluminense, Corinthians, Palmeiras, etc, também ganharam versões camisas dessas empresas especializadas.
E sucesso também não é significado de história. Acha-se também réplicas exatas de seleções folclóricas como a do Zaire de 1974, da Alemanha Oriental que conseguiu vencer sua prima rica a Alemanha Ocidental por 1 a 0 com gol de Sparwasser, São Cristóvão, time carioca campeão de 1926 do Carioca, entre outros.

O sucesso foi aderido nas arquibancadas, peladas de fim de semana e até mesmo na noite. Isso mesmo, não é só pelo futebol, é pela moda mesmo. Um cara até que não goste de futebol, mas achou a camisa do Zaire bonita e sabe que é uma camisa "cult", ele veste a camisa, coloca uma calça jeans e pronto. Está preparado pra enfrentar mais uma noite de festas ou uma tarde com a namorada.

Acho muito legal essa moda. Eu mesmo já tenho algumas. tenho da União Soviética de 1982, do Botafogo de 1913 (que eu citei acima), da Alemanha Oriental, da Holanda do Cruyff, do Brasil de 1970 do Pelé e do Brasil de 1914 (aquela branca utilizada em amistoso contra a França no centenário da FIFA).

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